Confira este roteiro básico que fizemos na parte continental da Malásia.
O que fazer na Malásia – parte continental
A Ásia é provavelmente meu continente favorito. Assim, resolvemos, mais uma vez, visitar a região, fazendo um roteiro que passava pelo Norte da Tailândia, Mianmar, Vietnam e Malásia, nesta sequência.
Nós começamos a explorar a MALÁSIA pela capital, ou seja, Kuala Lumpur, sendo que vínhamos do Vietnam.

Com mais de 32 milhões de habitantes a Malásia, é um país multiétnico e multicultural, sendo que sua população é formada principalmente por malaios, chineses e indianos. Há, ainda, muitos habitantes de etnia árabe.
Essa mistura étnica reflete diretamente nas características da nação, sobretudo na culinária, arquitetura, cultura, vestimenta e religião.
A Malásia é composta pela parte continental (a qual vistamos) e pela parte insular (ilha de Bornéu).
Curiosidades e observações aos viajantes
O trânsito na Malásia é caótico, principalmente nas estradas, onde há congestionamentos que duram horas.
Quanto a pagamentos, cartões de crédito são amplamente aceitos, além de ser fácil trocar dinheiro em casas de câmbio.
Os restaurantes de comida árabe são geralmente de propriedade de muçulmanos e servem apenas comida halal, que significa “permitido”, “lícito” ou “autorizado” pela lei islâmica (Sharia), ou seja, sem carne de porco, bebidas alcoólicas, entre outros.
Além disso, não é permitida a ingestão de bebida alcoólica na rua. Somente se pode beber em bares e, ainda assim, esses estabelecimentos não podem vender bebida alcoólica para muçulmanos.
Em alguns hotéis, é possível ver a placa “proibido levar para os quartos as frutas durian e mangostim”. A primeira, porque tem cheiro muito forte (parece com jaca); a segunda porque mancha os lençóis.

24/12/2025 – Chegada
No dia da nossa chegada, descansamos e o Pedro foi comprar um drone, porque Kuala Lumpur é mais um desses paraísos de eletrônicos.
Jantamos em um restaurante árabe, que servia uma comida absolutamente deliciosa, e ao qual voltaríamos para nossa ceia de réveillon.
Kuala Lumpur é um verdadeiro caldeirão cultural, juntado pessoas de diversas etnias, culturas e religiões. Lá encontramos mesquitas, templos budistas e igrejas, mesclados com edifícios centenários, contrastando com modernos arranha-céus.
25/12/2025: Kuala Lumpur
Neste dia, exploramos a capital do país, Kuala Lumpur.
Bairro Bukit Bintang
Nosso primeiro ponto de parada foi a atração mais famosa da cidade, ou seja, as Torres Petronas. Elas foram construídas nos idos de 1998 e estão no rol dos edifícios mais altos do mundo. Pertencem à empresa estatal de petróleo e gás da Malásia, Petronas, e sua arquitetura, embora contemporânea, conta com influências da arte islâmica.

Atrás das Torres Petronas, situa-se o Parque KLCC, um refúgio refrescante em meio ao caos da cidade grande.

Chinatown e Bairro Colonial
Começamos o passeio nesta região pela Mesquita Masjid Jamek, desenhada por um arquiteto britânico e erigida em 1907.


Seguimos, então para Praça da Independência ou Merdeka Square, local onde a independência da Malásia foi declarada, no ano de 1957. Ela é cercada por edifícios históricos, como a construção do Sultão Abdul Samad e Catedral Anglicana Santa Maria. No período colonial, os britânicos costumavam jogar cricket em seu extenso gramado verde.
Visitamos também o templo chinês Sin Sze Si Ya, bem como o templo hindu Sri Maha Mariamman.
O templo Sin Sze Si Ya é o templo chinês mais antigo de Kuala Lumpur, mas não apresenta nada de muito especial.

Por sua vez, o templo hindu Sri Maha Mariamman chama a atenção por sua estrutura colorida. Ele foi erigido em homenagem a Parvati, deusa da fertilidade, amor e beleza, consorte do deus Shiva. Este templo data de 1873 e é o templo hindu mais antigo da Malásia.


Por fim, subimos na Torre Kuala Lumpur, que, com seus 421 metros, já foi uma das mais altas da cidade. Com seu formato de “cebola”, ela proporciona uma vista panorâmica incrível, em dias claros.


No final da tarde, paramos em um barzinho na Alor Street, que é cheia de bares e pubs. É um dos locais em que se pode tomar bebida alcoólica na cidade.

Nessa noite, jantar em um restaurante indiano bastante apimentado (desses de tirar lágrimas dos olhos), porém, delicioso.
Dia 26/12/2025: Batu Caves
Em nosso terceiro dia na Malásia, apanhamos o carro que havíamos alugado de antemão e rumamos para o interior.
Nosso primeiro ponto de parada foram as incríveis Batu Caves, um complexo de cavernas monumentais, onde foram construídos (e, pouco a pouco, ainda vem sendo) diversos templos hinduístas.

O complexo fica a apenas 13 km do Centro de Kuala Lumpur e atrai milhares de peregrinos todos os anos, pois é um local sagrado para os hindus.
Há templos no lado interno e externo das cavernas, além de estátuas.
Ademais, as cavernas são pintadas e ornamentadas com passagens de lendas e deuses hindus.
Batu Caves
Visitamos as seguintes cavernas, nesta sequência:
1- Ramayana Cave: começamos nosso percurso por esta caverna, que é a menor e fica no final do complexo. Ela leva esse nome porque é toda decorada com estátuas e pinturas em rocha que retratam as lendas do épico mitológico Ramayana. Exemplo disso é a grande estátua de Hanuman, o deus-macaco, e as pinturas do salvamento da princesa Sita e do demônio Ravana.






Caminhamos até a próxima caverna, passando por templos coloridos, durante o percurso.

2- Villa Cave: é a segunda maior caverna do complexo e também exibe pinturas e estátuas que retratam lendas do épico Ramayana. Há um lago em frente a ela, bem como um zoológico de répteis, em uma de suas ramificações.




Ainda no complexo da Caverna Villa, há um palco, com apresentações de danças típicas.

Seguindo nosso percurso, passamos por mais um templo hindu, amplo e colorido.


3- Temple Cave: visitamos, por fim, a maior e mais famosa das cavernas, que é um dos cartões postais da Malásia. Para acessá-la, o visitante sobe uma escadaria colorida, com 272 degraus, guardada pela estátua de ouro de 42,7 m. do deus hindu Murugan. Este deus, que é filho de Shiva, é a divindade hindu da guerra e da vitória.






Almoçamos em um restaurante indiano, no interior do complexo.
Ida para Penang
Depois que almoçamos, rumamos para o norte do país e, após 6 longas horas de trânsito caótico, finalmente chegamos até a ilha de Penang. A ilha é ligada ao continente por uma extensa ponte.
Em Penang, fomos diretamente para a capital, George Town.
Deixamos as coisas no hotel e saímos para jantar, em um restaurante japonês.

Dia 27/12/2025: Penang – George Town
George Town é uma cidade cosmopolita e ao mesmo tempo histórica, com heranças arquitetônicas profundamente influenciada pelos britânicos, remanescentes da época colonial.
O centro histórico de George Town é tombado pela Unesco, sendo um local de grande interesse cultural e artístico. A melhor forma de explorá-lo é a pé, para apreciar a arquitetura das casas coloniais, templos e mesquitas, bem como para visualizar a arte de rua.
Os muros da via pública ostentam murais, sento o principal deles “Kids on Bicicle”.
É possível, ainda, visitar algumas das mansões mais belas da cidade.
Nós visitamos, primeiramente, a Mansão Azul (Blue Mansion), que fica fora do centro histórico.
Seguimos, então, para o centro histórico, onde visitamos a casa Khoo Kongsi, a casa Cheah Kongsi e a Mansão Pinang Peranakan.
Entramos, apenas, na casa Khoo Kongsi, que foi a residência de um clã, ricamente decorada com murais e esculturas em cerâmica, retratando dragões, carpas e deuses.
As demais, nós visitamos somente por fora.
Entre uma mansão e outra, percorremos o Chew Jetty, que é, de certa forma, o oposto das luxuosas mansões que vimos até então. Trata-se de um mercadão, com 75 casinhas e tendas que vendem de tudo, sobre palafitas, além de pequenos templos chineses, de onde brotam coloridas lanternas.
Depois que finalizamos nosso passeio por George Town, apanhamos o carro e dirigimos até a pequena vila de Kuala Kedah, para apanhar a balsa para a ilha de Langkawi.
Deixamos o carro em um estacionamento e ficamos aguardando a embarcação.
A viagem levou cerca de 1h30.
Chegamos em Langkawi e fomos para o hotel, que ficava na praia Cenang, melhor região para se hospedar na ilha. Em seguida, fomos caminhando pela orla, até escolher um local para jantar e, para manter a tradição, jantamos em um árabe.
Dia 28/12/2025: Langkawi
A ilha de Langkawi faz parte de um arquipélago com mais de 100 ilhas e ilhotas.
Em nosso primeiro dia em Langkawi, fizemos o passeio Island hopping tour. O barco nos apanhou no porto e passamos por diversas ilhotas e formações rochosas.
A primeira foi a Ilha Dayang Bunting, que aninha uma lagoa verde esmeralda, onde remamos.
Visitamos, também, a Ilha Beras Basah, onde aproveitamos a praia por cerca de uma hora.
Ao retornar, almoçamos em um restaurante árabe, ao lado de nosso hotel.
Pela tarde, fizemos um passeio igualmente agradável, apanhando o teleférico Panorama Langkawi, que nos leva até pontos com vistas incríveis. Cruzamos a ponte suspensa e visitei o Eagle’s Nest, que é uma plataforma de vidro.
Por fim, entramos no complexo da Cachoeira dos 7 Poços (7 Wells Waterfall) e fizemos uma trilha até o patamar 5.
Ao retornar para o hotel, tivemos tempo, ainda, de tomar uma cerveja na beira da piscina.
Dia 29/12/2025: Langkawi
Pela manhã, aproveitamos o sol para apenas relaxar na praia Sandy Skull Beach.

Fizemos, então, o check-out em nosso hotel e fomos até a balsa.
Depois de 2h00 de navegação, a balsa chegou no continente, em Kuala Kedah. Em seguida, pegamos o carro e dirigimos até a cidade de Ipoh, onde dormimos por duas noites.
Naquela noite, em Ipoh, jantamos em um delicioso restaurante indiano e o Pedro finalmente conseguiu comer o prato Malai Kofta, que ele tanto gosta.
Dia 30/12/2025: Cameron Highlands
Um dos lugares mais visitados na Malásia são as plantações de chá em Cameron Highlands. Elas floresceram principalmente durante o período colonial britânico.
Há algumas fazendas, mas acredito que a Boh Tea Sungei Palas seja a mais famosa.
Lá, apreciamos as terraças verde-esmeralda de plantações de chá, tomamos sorvete de rosas e, é claro, chá.


Retornamos para Ipoh, e visitamos o Templo Taoísta Sam Poh Tong, apenas por fora, pois ele já estava fechado.

Passamos, ainda, pela ruela Concubine Lane no centro antigo e paramos em um pub, nas imediações, para tomar uma cerveja.
Por fim, jantamos no mesmo restaurante indiano da noite anterior.
Dia 31/12/2025: Réveillon em Kuala Lumpur
Retornamos para Kuala Lumpur, para passar a virada do ano.
Depois de algum tempo na estrada, devolvemos o carro, chegamos no hotel e descansamos.
Ao cair da noite, primeiramente, jantamos no restaurante árabe (o mesmo da primeira noite).
Terminada a ceia, caminhamos até as Torres Petronas, para observar a queima de fogos, à meia noite. Confesso que fiquei um pouco decepcionada, pois os fogos no Brasil são melhores. No entanto, valeu a experiência.

Dia 01/01/2026: Retorno
Em nosso último dia, apenas descansamos.
Depois que concluímos esta agradável estada na Malásia, apanhamos um voo de volta para casa..
Breves relatos históricos da Malásia
Os primeiros habitantes da região que se tem notícia foram os Orang Asli, povo originário, que imigrou do sudoeste da China.
A partir do Século II, os europeus e indianos passaram a frequentar a região, a procura de ouro, estanho e madeira.
Entre os Séculos III e VII, a região foi dominada pelo império Funan, centrado no atual Camboja. Já entre os Séculos VII e XIII, predominou o império Srivijayan, baseado em Sumatra.
No Século XV, a Malásia passou a estar sob a proteção da China.
Ainda no Século XV, o islamismo começou a se espalhar pelo país.
Os europeus igualmente dominaram partes do território: houve incursões dos portugueses em 1511, dos holandeses em 1641 e dos britânicos, em 1795.
No Século XX, os britânicos trouxeram chineses e indianos para a Malásia, causando uma mistura de etnias.
Em 1957, a Malásia se tornou independente.
Atualmente, quem governa a Malásia é um sultão.
Não deixe de conferir, por fim, nossos posts sobre o Norte da Tailândia, Mianmar e Vietnã que visitamos na mesma viagem.

