Confira essas dicas sobre o que fazer em Caraíva em 10 dias.
O que fazer em Caraíva em 10 dias
Caraíva é um desses lugares que você se reconecta com a natureza. O combo “ruas de areia fofa, mar, beira do rio, mata exuberante” faz você esquecer do estresse da vida urbana. Ainda mais, porque lá não passam carros e motos.

Mas também é um lugar onde o visitante encontra restaurantes sofisticados, beach clubs e bares da moda (embora o que eu prefira, mesmo, sejam as barraquinhas rústicas).

A vila de Caraíva está localizada no ponto de encontro do mar com o rio (rio Caraíva), sendo, portanto, praticamente toda envolta por água.
A praia é bastante extensa, mas o agito de Caraíva gira mais em torno do rio.
Em suma, é um destino que oferece atrações para todos os tipos de gosto!
Como chegar:
O ideal é voar até Porto Seguro. Do aeroporto, apanha-se um táxi ou Uber até a balsa que faz a travessia para Arraial d’Ajuda. Nesta última, é preciso apanhar uma van ou um transporte particular, até a vila de Nova Caraíva.
Por fim, em Nova Caraíva, é necessário apanhar uma canoa para cruzar o rio, chegando, então, a Caraíva.
Nós optamos por um motorista particular, pois ele nos apanhou no hotel em Porto Seguro, nos levou para Caraíva em um horário previamente combinado (e com maior flexibilidade), sendo que, na volta, ele nos buscou em Caraíva, nos levou para passear em Trancoso e nos deixou no aeroporto em Porto Seguro, para o voo da volta.
Informações atualizadas importantes:
Em todos os blogs que consultei, falava-se muito que em Caraíva não são aceitos cartões e que eu deveria levar dinheiro vivo.
Essa informação está totalmente desatualizada, em relação à data de nossa viagem (15 de maio de 2026).
Pelo contrário: ninguém mais aceita dinheiro e muitos sequer tinham troco para devolver.
Praticamente todos os estabelecimentos aceitam cartão de crédito e débito. Além disso, 100% dos estabelecimentos e prestadores de serviços autônomos aceitam PIX.
E prepare-se, pois tudo é caro por lá, principalmente a comida.
A melhor época para ir, definitivamente, é fora da alta temporada, ou seja, de março a junho e de agosto a novembro. Durante a alta temporada, a vila fica superlotada e perde um pouco de sua magia.
Em Caraíva, não há veículos motorizados (mas há carroças disponíveis para levar as malas dos viajantes até o hotel)
O que levar:
O ideal é levar chinelos, ao invés de sapatos fechados, protetor solar, repelente, uma bolsa impermeável, chapéu, óculos escuro e lanterna, pois à noite a iluminação pública é fraca.
Veja, a seguir, o que fizemos em Caraíva em 10 dias:
1º dia (sexta-feira)
Nós saímos de São Paulo, rumo a Porto Seguro, em avião. Dormimos a primeira noite nesta cidade, na Pousada Estalagem, na rua do Mangue. Essa rua é um charme: as casinhas históricas estão todas restauradas e são muito coloridas, contrastando com o mangue verde-escuro.
A pousada ficava, ainda, perto da Passarela do Álcool, onde está o agito de Porto Seguro, ou seja, onde encontramos a maioria dos bares, restaurantes, lojinhas de souvenir e barraquinhas de bebida.


Nós jantamos um peixe fresquinho no rooftop do restaurante Colher de Pau. Enquanto isso, havia uma apresentação de uma roda de capoeira, na rua.

2º dia (sábado)
Logo pela manhã, nosso motorista particular, o Elio, da Inaiá Tur, nos apanhou no hotel em Porto Seguro e nos levou para Caraíva. Ele nos deixou antes do rio, na vila de Nova Caraíva, pois carros não atravessam para o outro lado.

Cruzamos o rio Caraíva, em canoa, e chegamos, por fim, em Caraíva.

Ao desembarcar, depois de uma curta caminhada, chegamos à pracinha da Igreja Santo Antônio.

Seguimos até a pousada e fizemos check-in, deixando nossas coisas por lá.
Fomos, então, dar uma caminhada pela vila. Percorremos toda a orla marítima, até a foz do rio Caraíva, onde fica a Praia da Barra.

Durante o caminhão, passamos pelos famosos beach clubs Coco Brasil e Casa da Praia, que tocavam música eletrônica (e que sinceramente, não me agradaram).
Por fim, nos sentamos no quiosque Pura Vida, na praia da Barra, onde domamos drinks de cacau dentro da própria casca.

Mais tarde, almoçamos no restaurante Comune, na beira do rio, que, ao lado do Boteco do Pará, é um dos melhores lugares para se ver o pôr do sol.

Aliás, todos os bares ao longo do rio são ótimos pontos para ver o sol se pôr, como o Recanto do Tatá, Estrela Dalva etc.

À noite, jantamos em uma creperia e, em seguida, fomos no Forró do Pelé.

Os forrós mais famosos de Caraíva são o do Pelé e o do Ouriço, mas eles só começam a ficar animados a partir da meia-noite.
Outros bares animadíssimos são o Beco da Lua e o Rei Momo.
3º dia (domingo)
Começamos o terceiro dia em Caraíva fazendo uma trilha, de aproximadamente 3 km, até a praia do Satu.
Primeiramente, é preciso cruzar o rio Caraíva, até o outro lado.

Em seguida, é só seguir reto, pela praia. A trilha é fácil e é pela areia, o tempo todo.
Porém, é fundamental ir no período de maré baixa.



Infelizmente, caiu um pé d’água durante a trilha e voltamos ensopados para a pousada.
Almoçamos no restaurante Biribiri e depois tomamos um sorvete, com café, no delicioso Fior de Latte.
Era nosso aniversário de casamento, então jantamos no restaurante Odara, um lugar muito charmoso.
Obs: o Koa, restaurante da “fila de chinelos”, estava fechado naquela semana.
4º dia (segunda-feira)
Neste dia, fizemos um dos passeios mais bonitos de nossa viagem: a Ponta do Corumbau. O bug saiu da praça de Xandó, uma vila contígua a Caraíva, passando, ainda, por Barra Velha.

Chegando na vila de Corumbau, o motorista nos deixou na beira do rio e atravessamos de canoa. Caminhamos um pouco pela praia, até chegar à Ponta do Corumbau, um lugar de rara beleza natural. É uma espécie de “istmo”, que aparece na maré baixa e some quase que por completo na maré alta.


Depois de nadarmos no mar e tomarmos sol, nos sentamos no quiosque de praia Cantinho Nativo, onde comemos muito bem e por um bom preço. E tudo, claro, regado a muita caipirinha de cajá.



Retornamos, então, para Caraíva e, no caminho, avistamos o importante Monte Pascoal, que foi a primeira montanha avistada por Pedro Álvares Cabral, quando de sua chegada ao Brasil.

Jantamos no animado restaurante Dona Maria Beach, onde estava tocando uma banda de forró.
5º dia (terça-feira)
Resolvemos fazer um passeio de lancha até as praias do Espelho, Amor e Satu e simplesmente adoramos!
A vista da orla, a partir do mar, com suas falésias, é de se encher os olhos!


A embarcação parou, primeiro, na praia do Espelho.

De lá, caminhamos até a contígua praia do Amor, onde nadamos entre corais.

Retornamos para a praia do Espelho e almoçamos em um dos restaurantes dali. Caminhamos, ainda, até o rio que deságua nesta praia.

Seguimos, então, de lancha, para a praia do Satu, onde caminhamos até a primeira e a segunda lagoas, de água doce.


Voltando para Caraíva, tomamos uma cervejinha em um bistrô, na beira do rio, chamado Caraíva Gastrô, um local muito agradável.

Jantamos no Bar do Porto, que tem música ao vivo, mas que serve porções de comida bem reduzidas (saí com fome).
6º dia (quarta-feira)
Neste dia, fizemos um passeio muito especial, que foi a vivência na aldeia indígena Porto do Boi.

Ao chegar à aldeia, recebemos pinturas corporais típicas.

Além disso, o líder da aldeia nos falou um pouco sobre a tribo Pataxó. Em seguida, participamos da cerimônia do rapé, que é uma espécie de tabaco com ervas, inalável pelo nariz. Ainda na aldeia, almoçamos comida típica e, por fim, tomamos um banho de ervas, que continha, entre outros, “amesca” (similar ao breu branco).


Depois de retornar para Caraíva, passamos o fim de tarde no quiosque Manga Rosa e jantamos, novamente, no restaurante Dona Maria Beach.

7º dia (quinta-feira):
Pela manhã, caminhamos pela praia de Caraíva, até as Pedras do Negro, para nadar em suas piscinas naturais.



Mais tarde, paramos na barraca de praia Atxibá, que fica em Xandó. Ali, almoçamos um prato feito e ficamos até o fim da tarde.

Finalmente, fui até a famosa Casinha Verde de Caraíva, tirar fotos.

Passeamos pela beira do rio, para apreciar o pôr do sol, e paramos no Recanto do Tatá, um bar/restaurante de surf, para tomar uma cerveja.

À noite, jantamos mais uma vez no Comune e, na volta, fomos surpreendidos por um pé d’água.
8º dia (sexta-feira)
Caraíva é um ótimo lugar para se remar, seja de caiaque, seja de canoa havaiana. Alugamos um caiaque duplo no quiosque Pura Vida e, pela manhã, remamos, subindo o rio até a Prainha.

Almoçamos um PF no Recanto do Tatá, onde experimentei a famosa bebida busca vida.

Voltamos para o hotel e, à noite, jantamos na pizzaria O Forno, na pracinha da igreja.
9º dia (sábado)
Este dia foi de puro relaxamento (e muitos drinks) na beira do rio. Nos sentamos no Recanto do Tatá, conhecemos outros casais e tomamos várias caipirinhas de cajá, cacau, além de muita cerveja. E, assim, passamos a tarde.

Já, pela noite, fomos todos jantar no delicioso La Dolina, um restaurante argentino, na pracinha da igreja.
Dia da volta (domingo)
Em nosso último dia, acordamos, fizemos check-out do hotel, cruzamos o rio Caraíva de canoa e chegamos a Nova Caraíva, onde nosso motorista nos esperava. Ele nos levou para a graciosa Trancoso, para conhecer também esse destino.
Passeamos, em primeiro lugar, pela praça principal, ou seja, o Quadrado. Depois, caminhamos um pouco pela Praia dos Coqueiros.



Em seguida, fomos para Porto Seguro e apanhamos o voo da volta para casa, muito mais felizes e relaxados!
Veja, por fim, nosso post sobre a Chapada Diamantina, na Bahia.

