Serra da Canastra

Confira este post sobre o que fazer na Serra da Canastra em 5 dias.

O que fazer na Serra da Canastra em 5 dias

A Serra da Canastra é um verdadeiro paraíso da natureza e é um dos melhores destinos para ecoturismo no Brasil.

É possível passar dez dias ali e, mesmo assim, não conhecer todas as suas atrações.

Lá se situa o Parque Nacional da Serra da Canastra, além de outros complexos de grande beleza natural, inclusive em terras particulares.

Os complexos geralmente contam com diversas cachoeiras, poços e mirantes, sendo praticamente impossível visitar mais de dois por dia.

Além disso, há muitas outras atividades que podem entrar no roteiro, como trilhas, passeios em quadriciclos e degustação nas famosas queijarias da Canastra.

Nós tentamos conhecer as principais atrações, mas, por outro lado, foi necessário abrir mão de algumas.

Tentamos, ainda, fazer um pouco de tudo, como caminhadas pelas cachoeiras, trilhas de 4×4, e turismo gastronômico.

As atrações se concentram, basicamente, em três regiões principais, quais sejam, a parte sul da montanha (próximo à cidade de Delfinópolis), o Vale do Gurita e a parte alta da Serra da Canastra.

Condomínio de Pedra - O que fazer na Serra da Canastra em 5 dias
Mapa ilustrado de Roberto Torrubia

Saiba, de antemão, que é preciso caminhar bastante dentro dos complexos. Então, é preciso levar sapatos adequados (tênis de caminhada com boa aderência ou, ainda, sapatilhas).

São itens fundamentais, ainda, chapéu/boné, protetor solar e repelente, pois há nas cachoeiras muitos mosquitos, pernilongos, borrachudos e mosquitos “porvinha”.

Principais atrações

Algumas das principais atrações da parte sul da montanha são: cachoeira Santo Antônio, cachoeira Acqualume, Complexo do Claro, Complexo do Paraíso, Complexo da Bateia, Complexo do Baú, Complexo Paraíso Selvagem (que inclui a cachoeira do Alpinista), Vale do Céu e Cachoeira Maria Augusta.

As do Vale do Gurita são o trajeto off-road do Caminho do Céu, Condomínio de Pedra, cachoeira Zé Carlinhos, cachoeira do Ouro, cachoeira do Gordura, Complexo Palmitos, bem como o Vale Encantado.

Por fim, as principais atrações da parte alta da Serra da Canastra são a nascente do Rio São Francisco, a queda d’água Casca d’Anta, o Mirante do Morro do Carvão, a cachoeira do Fundão e as cachoeiras do Capão Fôrro, entre outras cachoeiras de menor destaque.

Veja, a seguir, o que incluímos em nosso roteiro, que durou de 29 de agosto a 3 de setembro de 2026:

Dia 29 de agosto: Delfinópolis – parte sul da montanha. Complexo do Claro.

Viajamos, em nosso próprio veículo, até Delfinópolis e nos hospedamos no camping do Complexo do Claro, que fica a cerca de 9 km do centro da cidade.

O camping conta com uma estrutura razoavelmente boa, com banheiros e chuveiros de água quente. Chegamos na hora do almoço, comemos no restaurante do complexo e passamos o resto da tarde nas cachoeiras.

O Complexo do Claro é formado pelas cachoeiras do Tombo, da Paz, da Gruta, Poço, do Tenebroso e da Casa de Pedra.

Nessa última, eu perdi meu chinelo e depois fiz um resgate cinematográfico. Aliás, é uma péssima ideia visitar as cachoeiras de chinelo.

O que fazer na Serra da Canastra em 5 dias
Complexo do Claro – Cachoeira da Gruta

Quando anoiteceu, fomos até o centrinho de Delfinópolis e fomos ao barzinho Varanda, muito agradável.

Dia 30 de agosto: Vale do Gurita e Caminho do Céu

Em nosso segundo dia na Serra da Canastra, fizemos o famoso passeio de 4×4 do Caminho do Céu, considerado um dos mais bonitos do Brasil. Nós acompanhamos um guia profissional, o Vinícius Canastra Turismo, porém, em nosso próprio veículo.

O grupo passou, primeiramente, por dois mirantes.

Seguiu, então, para o interessantíssimo Condomínio de Pedra, com formações rochosas bem peculiares.

Condomínio de Pedra - O que fazer na Serra da Canastra em 5 dias
Condomínio de Pedra
Condomínio de Pedra - O que fazer na Serra da Canastra em 5 dias
Condomínio de Pedra

Atingimos, por fim, a estrada do Caminho do Céu, parando, ao final, no Mirante do Céu.

Caminho do Céu
Caminho do Céu

A vista a partir de lá é realmente incrível.

O que fazer na Serra da Canastra em 5 dias
Mirante do Céu
O que fazer na Serra da Canastra em 5 dias
Mirante do Céu

Em seguida, descemos para o Vale do Gurita.

O que fazer na Serra da Canastra em 5 dias
Vale do Gurita

Não poderia faltar em nosso roteiro, é claro, uma visitinha às conceituadas queijarias do da Serra da Canastra.

Nós paramos na Queijaria Vale do Gurita, cujos queijos já receberam prêmios na França.

O que fazer na Serra da Canastra em 5 dias
Queijaria Vale do Gurita

Seguimos, então, para a Cachoeira do Ouro, uma das mais bonitas da região.

Vale do Gurita
Cachoeira do Ouro

Almoçamos no complexo do Ouro e partimos, rumo à Cachoeira Zé Carlinhos, igualmente conhecida como “a praia de Delfinópolis”, por seu extenso banco de areia.

o que fazer na serra da canastra em 5 dias - Cachoeira zé carlinhos
Cachoeira Zé Carlinhos – o que fazer na Serra da Canastra em 5 dias

Retornamos quando já anoitecia e resolvemos tomar um vinho em nossa barraca, com o recém adquirido queijo da canastra. Foi delicioso!

Dia 31 de agosto: Complexo do Paraíso e Complexo do Baú

O Complexo do Paraíso é um dos mais bonitos e bem estruturados da parte sul da montanha e abrange as cachoeiras Vai Quem Pode, Borboletas, Lambaris, Coqueirinhos, Sofazinho, Paraíso I e Paraíso II.

Cachoeira Vai Quem Pode
Lambaris
Coqueirinhos
Paraíso I
Paraíso II

Passamos a manhã inteira no complexo, fazendo trilhas, apreciando a paisagem, nos surpreendendo com a vegetação exótica e nos refrescando nas águas das cachoeiras.

Nós almoçamos no restaurante do próprio Complexo do Paraíso um delicioso prato feito e seguimos, então, para o Complexo do Baú.

O Complexo do Baú é formado por inúmeras cachoeiras (mais de 15!), sendo dividido em Baú I e Baú II. Nós visitamos apenas algumas, quais sejam, as cachoeiras da Caverna, do Bambu, do Baú e Virtuosa, que estão no complexo I.

Complexo do Baú – o que fazer na Serra da Canastra em 5 dias
Complexo do Baú - o que fazer na serra da canastra em 5 dias
Cachoeira da Caverna
Complexo do Baú
Bambu
o que fazer na serra da canastra em 5 dias
Baú
o que fazer na serra da canastra em 5 dias
Virtuosa

Esse complexo é um dos mais bonitos que visitamos!

Por outro lado, as cachoeiras do Baú II somente podem ser acessadas por veículos 4×4.

Nesta noite, dormimos próximo à comunidade de Babilônia, na aconchegante Pousada do Dione.

Como a vila é muito pequena, não encontramos restaurantes abertos, então, fizemos compras em um mercadinho e, depois, um churrasquinho no chalé.

Dia 1 de setembro: Complexo Paraíso Selvagem

Neste dia, visitamos a cachoeira que é considerada a mais bonita da parte sul da montanha, ou seja, a cachoeira do Alpinista.

Ela fica dentro do Complexo Paraíso Selvagem, o qual, abrange, ainda, as cachoeiras Águas Claras (onde conseguimos avistar um urubu rei), Mariposas, Poço Cruz Dourada, Hidromassagem e do Lobão.

o que fazer na serra da canastra em 5 dias
Complexo Paraíso Selvagem

Para chegar até a cachoeira do Alpinista, é preciso percorrer uma trilha de aproximadamente 1.200 metros, pelo leito do rio. A caminhada é um pouco dificultosa, por causa das rochas, sendo ideal, portanto, ir com sapatilhas (ou tênis que possam molhar).

Trilha até a cachoeira do Alpinista
Cachoeira do Alpinista
Cachoeira do Alpinista
Lobão

Seguindo por aproximadamente duas horas nesta estrada, chega-se à cidade de Capitólio.

Vale dizer que já havíamos ido para Capitólio, no passado. No entanto, naquela ocasião, não tivemos tempo de visitar algumas atrações.

Mapa Ilustrado de Capitólio

Assim, como a cidade fica no caminho entre a parte baixa e a parte alta da Serra da Canastra, resolvemos fazer uma parada estratégica por lá e visitar o que faltava.

Em Capitólio, almoçamos no delicioso Restaurante do Turvo, a famosa traíra recheada, e dormimos na Pousada Cânion.

Dia 2 de setembro: Capitólio. Parte alta da Serra da Canastra. Casca d’Anta por baixo.
Capitólio

Visitamos, pela manhã, as encantadoras cachoeiras da Pedra Ancorada e da Capivara, que são contíguas uma à outra.

Cachoeira da Pedra Ancorada
Piscinas redondas da Cachoeira da Capivara

Os pontos altos dessas cachoeiras são, sem dúvida nenhuma, o ofurô do casal, o mini-cânion, as piscinas redondas e a hidromassagem.

Ofurô do Casal
Mini-Cânion
Mini-Cânion
Hidromassagem
Piscinas redondas da cachoeira da Capivara

Nós almoçamos no complexo um delicioso prato feito e continuamos na estrada, rumo à parte alta da Serra da Canastra.

Parte alta da Serra da Canastra

Depois de passar pelas vilas de Vargem Bonita e São José do Barreiro, por fim, chegamos ao Parque Nacional da Serra da Canastra, para visitar a queda d’água Casca d’Anta, por baixo.

Essas são as vilas mais próximas da parte baixa da Casca d’Anta e são as melhores opções para hospedagem, contando com diversas pousadas e alguns campings.

Casca d’Anta

A Casca d’Anta é a primeira queda d’água do Rio São Francisco e é dividida entre parte baixa e parte alta. A vista mais impressionante é a da parte baixa.

Para acessá-la, é preciso entrar pela Portaria 4 do Parque Nacional da Serra da Canastra, que fica próxima à vila São José do Barreiro. A partir do estacionamento, são cerca de 400 metros de caminhada pela estrada, até a cachoeira, ou 700 metros, pela trilha Saint Hilaire, uma trilha muito agradável, em meio à mata.

Casca d’Anta, por baixo – o que fazer na Serra da Canastra em 5 dias

Depois que deixamos o local, seguimos para Mirante do Morro do Carvão, para apreciar a vista da serra.

Mirante do Morro do Carvão
Vista panorâmica da Casca d’Anta

Na volta, paramos na queijaria da Néria e degustamos seus produtos regionais.

Queijaria da Néria

Por outro lado, para visitar a parte alta da Casca d’Anta, o melhor é se hospedar em São Roque de Minas. Foi o que fizemos, para facilitar o passeio do dia seguinte.

Em São Roque, jantamos no agradável Decks Pub.

Dia 3 de setembro: Parte alta da Serra da Canastra. Casca d’Anta por cima.

Para acessar a Casca d’Anta por cima, é necessário entrar pela Portaria 1 do Parque Nacional da Serra da Canastra.

Há diversas atrações nesta rota, sendo recomendável passar o dia inteiro por ali, para conhecê-las.

Nós paramos, em primeiro lugar, na nascente do Rio São Francisco, que fica a aproximadamente 5 km da portaria.

Marco da nascente do Velho Chico

Depois de mais 4 km, chega-se ao Curral de Pedra.

Curral de Pedra

Por fim, após mais 20 km, chega-se à parte alta da Casca d’Anta.

Ali, é possível caminhar do estacionamento, por cerca de 350 metros, até um mirante, a partir de onde se vê a pontinha do início da queda d’água da Casca d’Anta.

Casca d’Anta por cima

Outros pontos de interesse são a Garagem de Pedra, que é um mirante, e a bela cachoeira do Fundão.

Todo o percurso pode ser feito em veículo próprio.

Na parte alta da Serra da Canastra, vale a pena visitar, ainda, o complexo Capão Fôrro, que, embora esteja fora do Parque, oferece diversas trilhas e cachoeiras.

Deixamos, então, a Serra da Canastra e rumamos para o Parque Nacional do Caparaó, com uma parada estratégica para pernoite em Belo Horizonte (em Pampulha).

Veja, aqui, nosso roteiro no Parque do Caparaó.

Não deixe de conferir, ainda, nossos posts sobre Aiuruoca e sobre algumas cidades inspiradoras no Sul de Minas.

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